Por trás da foto - Coelhos

Veja como foi procurar e fotografar coelhos, em uma floresta protegida na Alemanha

Parque Nacional da Floresta da Baviera

Conheça o Primeiro e mais importante Parque Nacional da Alemanha

Castelo Lichtenstein

Conheça o castelo do conto de fadas, e veja como chegar sem se perder

Costa Rica

Acompanhe uma viagem sensacional para a Costa Rica, com dicas de passeios de aventura

Mergulho no gelo

Já pensou em mergulhar no gelo? A experiência é mais incrível do que parece.

Friday, March 7, 2014

Lebres - Por trás da foto

Quando fui à procura de coelhos para fotografar acabei descobrindo que pertinho de onde eu passo todos os dias era possível encontrar lebres. Peguei todas as informações possíveis sobre como fazer para vê-las, afinal eu nunca tinha visto uma lebre na Europa, só algumas pegadas enormes na Polônia. E já logo preparei minha câmera. Assim como acontece com todos os animais, eu fiquei doida para encontra-las.

Para quem conhece Stuttgart fica fácil explicar. Pega um trem até Bad Cannstatt e um U-Bahn (ou pode ir a pé mesmo) até o Rosenstein Park. Esse parque fica na frente do zoológico Wilhelma e é bem famoso entre os alemães e turistas. Isso porque é uma enorme área verde, com vários lagos distribuídos por toda sua extensão. Os animais como patos, gansos, corvos, passarinhos, papagaios, esquilos “andam” todos livres tornando a visita muito mais agradável. Eu particularmente só vou para o parque para ver os animais. Mas, principalmente durante o verão, o parque fica lotado com pessoas do mundo inteiro fazendo pic nic, churrasco, slack line e aproveitando o sol.

Em uma parte mais afastada do parque, bem no meio de uma praça, o mato fica muito alto e é exatamente lá que eu encontrei algumas lebres. Andando de bicicleta pelo parque inteiro eu demorei um pouco para acha-las, mas assim que cheguei nessa parte já deu para ver um par de orelhas por cima do mato.
Parei a bicicleta e fiquei esperando alguma delas sair. Mas, sabia que isso não ia acontecer.



Como estava no verão eu tive sorte de ter luz o dia inteiro. Costuma anoitecer entre 9 e 10 da noite em Stuttgart no meio do ano. Não precisei de flash ou qualquer tipo de iluminação artificial. Só ajustei a velocidade alta (porque é inacreditável a velocidade que esses bichos correm) e fui atrás. Só vi uma vez uma lebre patagônica, na Península Valdéz e não consegui nenhuma foto, porque ela corria mais que o carro que apareceu.

O engraçado de procurar lebres é que elas são muito atentas a qualquer barulho, porem elas não percebiam que as orelhas ficavam para cima do mato. Era uma visão engraçada, parecia desenho animado, só as orelhinhas se mexendo.



Eu fui andando bem devagar pelo mato alto, até conseguir avistar uma lebre que estava paradinha e deitada, só olhando para mim. Eu abaixei e tirei duas fotos dela. Comecei a me aproximar mais e percebi que ela estava travada de medo. Os olhos estavam arregalados e ela não saiu correndo, não entendi por que. Fiz mais duas fotos e percebi que eu podia me aproximar mais, só que eu fiquei com dó e recuei. Ela estava com tanto medo que minha consciência pesou de assustar mais ela e eu sai de perto. Ela continuou lá deitadinha, mas algum tempo depois deu para ver as orelhas em pé de novo, para verificar se eu não estava mais por perto.



Decidi ir embora e voltar outro dia. Não sou a favor de estressar os animais só para conseguir foto. Mas, na próxima eu já montei uma estratégia de esconderijo, assim elas não vão me ver e eu vou conseguir mais fotos. Quando eu conseguir vou postar o plano aqui e as fotos.

Friday, February 28, 2014

A casa dos ossos em Hallstatt

Deixamos um curioso lugar para visitar no último dia em Hallstatt; a casa dos ossos (Beinhaus). Eu não sabia ao certo do que se tratava, nunca tinha visto fotos. Me pareceu um pouco sinistro, o que só aguçou ainda mais a curiosidade.

A cidade de Hallstatt é muito pequena, e consiste em apenas uma rua principal que cruza a cidade de ponta a ponta. De um lado o enorme lago Hallstätter See e do outro as montanhas. Hallstatt não tem espaço para maiores construções, sejam de casas ou até mesmo de cemitérios. E exatamente por isso que surgiu o ossário.

Ao lado da Igreja Paroquial Católica está localizado o pequeno cemitério da cidade. Em mais ou menos 30 passos você percorre o cemitério inteiro. Apenas esse pequeno espaço não seria capaz de suportar todos os antigos cidadãos de Hallstatt e por isso só os falecidos recentes estão enterrados.
Já sem espaço, os antigos corpos foram desenterrados, secos ao sol para branquear e depois pintados com o nome da família ou flores, folhas e cruzes.






A sala dos ossos é bem pequena e os crânios ficam enfileirados em prateleiras superiores ao redor das paredes, enquanto que no chão, estão amontoados o restante dos ossos dos corpos. 

Embora não faça meu estilo de passeio, eu gostei muito de conhecer o Beinhaus. Vale muito a pena fazer uma visitinha. Já o cemitério eu achei o mais lindo que eu visitei, principalmente pela vista incrível das montanhas ao redor. Além de ser bem cuidado, com muitos canteiros florais em volta dos túmulos.




Para ir embora da cidade eu tinha que pegar o barco de volta para a estação de trem, mas como tudo por lá é muito bem organizado, os horários do barco eram todos 15 minutos antes dos horários do trem, assim ninguém ficaria esperando sem nada para fazer na estação. Isso me deu tempo de fazer mais algumas trilhas pela parte de trás da cidade.














Quem não iria gostar de ter uma casa de montanha em Hallstatt?? Eu não reclamaria!!

Sunday, February 23, 2014

Hallstatt - Conhecendo uma das vistas mais lindas do mundo

O segundo dia em Hallstatt amanheceu com o maior sol. Estava frio, mais ou menos 1 grau, mas o sol ajudou a esquentar e deixar a paisagem ainda mais incrível, já que era o dia de subir até o topo da montanha da cidade.

Como foi uma viagem surpresa, eu não sabia nada sobre a cidade, mas nesse dia descobri que Hallstatt possui uma das vistas mais lindas do mundo, sendo Patrimônio Natural da humanidade, segundo a UNESCO.



Para subir os visitantes tem duas opções, ou caminhando montanha acima, ou através de um “teleférico-bondinho” chamado de funicular. Claro que optamos pela opção do funicular, afinal eu estava carregando minha mochila com equipamento fotográfico que é bem pesada e já que tinha um jeito mais rápido e leve de chegar lá em cima, porque não né?

Saindo do guesthouse, andamos na beira do lago e fomos até a base da montanha. Não vi o funicular subindo ou descendo e comecei a achar estranho. E o que eu temia, aconteceu! Como era feriado, nada estava aberto aquele dia. Nem mesmo o restaurante no topo da montanha.
Não conhecer a famosa vista de Hallstatt não estava nos planos, então seguimos a pé pelo longo caminho inclinado.





Achei muito confusa a trilha até o topo. Ela começa em uma subida cimentada, com a floresta de um lado e a vista do lago e as montanhas do outro. Andamos meia hora nessa trilha e vimos várias pessoas já no meio do caminho subindo. Começamos a achar estranho quando uma pessoa que estava atrás de nós, de repente já estava lá no alto (vimos o pontinho da blusa vermelha dele).

Encontramos um caminho que subia para a montanha, mas estava bloqueado e com uma placa dizendo “perigo de morte”. Decidimos não subir, mas estava muito estranho, pois não tinha caminho em lugar nenhum. Seguimos reto, sempre reto.. Até chegar a uma subida pela floresta. Entramos e começamos a subir.
Durante o caminho eu encontrei a entrada para a mina de sal mais antiga do mundo. Não sei se vocês sabem (eu descobri isso dentro de uma loja comprando potinhos de sal), mas Hallstatt significa “Cidade de sal”. Não consegui fazer o passeio na mina, pois estava fechada pelo feriado.


Ao todo a trilha demorou duas horas e meia. É muito cansativa e no final ainda tem um lance de escadas que acabou comigo. Mas foi uma das trilhas mais lindas que eu já fiz na vida. Encontramos cachoeiras pelo caminho e a visão das montanhas nevadas por trás das enormes árvores era incrível!!! Foi mais um dos meus momentos sentimentais que eu percebi que sem natureza eu não vivo!!!




Mas a beleza natural de Hallstatt não para por aí. Eu finalmente entendi porque falam tanto do topo dessa montanha. A foto pode falar mais do que eu nesse caso!






Na hora de descer, decidimos ir pelo “caminho da morte” (aquele caminho que estava bloqueado com a placa de perigo). Enquanto estávamos no topo eu vi várias pessoas subindo por aquele caminho e fiquei curiosa. Descemos por ele e por acaso, é menos perigoso e mais rápido do que o caminho que fizemos. Não entendi porque estava bloqueado, mas pode ser porque encontramos uma árvore caída no meio.




No final eu agradeci pelo funicular não estar funcionando, senão eu teria perdido essa caminhada incrível. Mas, para quem quer conhecer e não quer andar, eu recomendo pesquisar antes no site oficial de Hallstatt os horários de funcionamento da cidade.

Aqui: http://www.hallstatt.net/home-en-US/

O site com mais informações da mina de sal de Hallstatt:  http://www.salzwelten.at/en/hallstatt/saltmine/

Wednesday, February 12, 2014

Hallstatt - Uma viagem surpresa

Dia do meu aniversário chegando e eu só tinha ânimo pra fazer uma coisa: planejar uma viagem! Eu não costumo mais comemorar meu aniversário e ano passado eu só queria fugir pra qualquer lugar, não importando qual. Planejei então ir para a floresta da Bavária, que eu sempre tive vontade de conhecer e depois partir de carro para a República Tcheca. Mas não aguentando de ansiedade acabei viajando meio mês antes.

Depois de uma viagem dessa eu não estava me importando em passar meu aniversário em casa, mas eu mal sabia a surpresa que me aguardava.

Dia 16 de novembro acordo cedo, e com a mochila nas costas eu estava pronta para viajar. Meu namorado comprou passagens de trem e fez uma surpresa de comemoração. Iríamos passar o fim de semana em outra cidade, ou quem sabe até em outro país.

Um dia inteiro viajando de trem e a cada parada eu tentava ler as placas para ter uma ideia de onde estávamos indo. Eu estava desconfiando do sul da Alemanha, até que cruzamos a fronteira com a Áustria e depois de um tempo paramos em Salzburg (que eu pensei ser o ponto final). Fiquei muito feliz, porque já queria conhecer essa cidade. Demos uma voltinha, paramos para comer e... voltamos para a estação de trem. Não era Salzburg a parada final!


Desisti de tentar adivinhar e dormi. Uma das raras maravilhas de viajar de trem pela Europa é quando você acha uma cabine inteira vazia, só para você. Deitei em três bancos e dormi.





Chegamos a uma cidade chamada Hallstatt, a qual meu namorado já tinha falado que não era. Desci e sentei na estação para esperar o próximo trem, quando veio um homem falar que o barco estava nos esperando. Que? Barco?




E Hallstatt era o destino final!! Uma cidade linda, pequenina, no meio dos alpes e para atravessar da estação até lá tinha que pegar um barco. Custa 4 euros e demora 10 minutos a travessia.

Achando que não teria como a viagem ficar mais perfeita, nós fomos até o hotel deixar as mochilas, mas não estávamos hospedados em hotel e sim em uma mansão antiga, de 1850. O Bräugasthof é um guesthouse, um dos mais antigos da cidade e logo na entrada, que era uma porta enorme de madeira, encontrei uma aranha imensa na parede, para dar boas vindas aos turistas.



A casa parecia assombrada, igual filme de terror, toda escura, de madeira, com enormes corredores cheios de quadros de pessoas te olhando. O chão faz “nhéc nhéc” a cada pisada e andar sozinha pela casa eu não tive coragem. Mas, não a trocaria por um hotel comum de jeito nenhum!!
O quarto era muito confortável e a varanda dava de frente para os alpes atrás do lago. Foi à vista mais linda de todas as viagens.



Um dos problemas que eu encontrei na cidade, foi alimentação. Os restaurantes fechavam às 6 da tarde, e para quem janta umas 9 horas da noite como eu, só vai encontrar o restaurante do hotel mais caro aberto. Dessa vez não tivemos escolha e gastamos um pouco mais de alimentação. Logo no primeiro dia, na comemoração do meu aniversário esbaldamos e pedimos entrada, prato principal, sobremesa e vinho. E valeu a pena!!

Descendo a única rua principal na beira do lago, você vai encontrar outro restaurante que de noite vira um barzinho e eles servem uma pizza deliciosa. Aproveitamos uma noite nesse lugar e por sorte foi à primeira noite de lua cheia.

Hallstatt é uma cidade bem pequena. Você a percorre, de uma ponta à outra em 15 minutos. É um lugar muito calmo para quem quer relaxar o clima de montanha, sem muita festa e barulho.



Mas, também tem alguns passeios para curtir durante o dia; passeio de barco, teleférico e trilhas com cachoeira. Vou falar deles no próximo post!!

Friday, January 24, 2014

Viajar com pouco dinheiro - Como economizar antes e durante as viagens




Começando agora a temporada de viagens 2014, eu decidi escrever sobre como viajar com pouco dinheiro e como eu faço pra economizar. Dicas básicas que qualquer mochileiro sabe melhor do que eu, Mas, que algumas pessoas insistem em pensar e falar que só quem tem muito dinheiro pode viajar constantemente.

Antes de pegar as dicas, vejam primeiro quais são as suas prioridades, qual estilo de viagem você prefere e o que vale ou não a pena para você. Não adianta nada uma pessoa que gosta de viagem de luxo e compras, economizar dormindo em albergue baratinho. Às vezes é melhor se programar e planejar uma única viagem cara e que seja perfeita de acordo com o seu gosto.

O que vou escrever aqui são as dicas de acordo com o meu estilo de viagem, pela Europa e que está longe de ser de luxo.

1)    Esse é o principal motivo de eu conseguir viajar tanto. Já pensou em quanto dinheiro você gasta com bebidas e baladas? Eu já! Tive a minha fase baladeira um tempão atrás, mas percebi depois que não gostava muito, além de não ser algo que eu goste de fazer com frequência, eu também percebi tudo de melhor que eu poderia fazer com aquele dinheiro.

No Brasil você chega a gastar pelo menos 80 reais em um dia de balada, muitas vezes até mais. Na Europa, em uma das únicas três baladas que eu fui, em um ano e meio, eu gastei em um dia 70 euros. Não me arrependi porque foi uma noite muito legal com amigos e bebedeira, porém, multiplica esse valor por quatro finais de semana em um mês (sim, eu conheço pessoas que vão todo final de semana para a balada).

Segundo os meus cálculos de viagem: Dependendo do País europeu, uma passagem aérea Ryanair pode custar até 40 euros, ida e volta. Albergue, pelo menos 15 euros a diária (cheguei a pagar 8 euros no albergue na Islândia). Se não quiser viajar de avião, pode ir de ônibus para outro país, demora muito mais, é cansativo, só que os valores de 30 euros podem valer muito a pena.

Bom, com os 70 euros da balada, eu posso ir para a Grécia, Croácia e muitos outros países (dependendo da promoção) e ainda pagar umas duas diárias em albergues.
E é ai que entra as prioridades que eu falei antes. Uma sexta e um sábado que eu fico em casa vendo filme, significam mais dinheiro para colocar mais um país na minha lista.

2)    Viajar no período da noite.
Se for de avião, trem ou ônibus, viaje de noite. Assim você economiza uma diária de hospedagem. O ponto negativo é que se for viajar de trem, as conexões são de madrugada e muitas vezes você corre o risco de ficar horas e horas na estação toda fechada, sem ter nada para fazer.

3)    Teste um tipo diferente de hospedagem, como o Couchsurfing. Só se cadastrar no site, fazer seu perfil e procurar pessoas interessadas em te hospedar. Basicamente, você dorme no sofá (ou se tiver, quarto de hospedes) e não precisa pagar nada.

Além de economizar dinheiro, também é um ótimo jeito de conhecer novas pessoas em diferentes países.

4)    Essa é a mais difícil, em minha opinião. Economizar nos restaurantes.
Normalmente, eu cozinho meu almoço e janta na cozinha dos albergues por onde eu passo. Os supermercados são mais baratos e dependendo da sua paciência dá para cozinhar bastante coisa gostosa gastando pouco.

Sei que tem muitas pessoas que viajam e adoram um bom restaurante para conhecer a culinária local (eu amo restaurantes), mas para o meu orçamento um miojo e um pacote de bolachas está de ótimo tamanho.
Mas, muitos países europeus são baratos até demais e encontrei restaurantes na Polônia e Republica Tcheca em que comi por menos de 10 euros e até sobrou comida.

5)    Não precisa ser tão consumista. Viaje, aproveite, compre o que está com vontade. Mas, lembre-se que quanto menos gastar, mais dinheiro vai sobrar. E quanto mais dinheiro sobrar, mais possibilidades de conhecer outro país você terá.

Essas são dicas que eu uso em todas as viagens e que funcionam para mim. Claro que existem exceções, como lugares em que eu preciso gastar bem mais. Mas, no geral, dá para viajar com pouco dinheiro.

(Dica extra, nº6) Pesquise bastante sobre o país que está indo, antes de querer economizar na hospedagem. Eu não faria couchsurfing em qualquer lugar do mundo.

Wednesday, December 25, 2013

Brincando com os golfinhos de Gibraltar

O post de hoje não é com foto, e sim uma brincadeira que eu fiz em Gibraltar, no final da minha viagem para Espanha. O objetivo era ver golfinhos, então eu planejei uma brincadeirinha com a Go Pro, que eu só descobri que deu certo quando cheguei em casa e pulei de alegria.


Antes da viagem, passei na loja Saturn (uma loja especial de produtos eletrônicos, com preços mais baixos de lentes e câmeras) e comprei um bastão de um metro da Go Pro, para fixa-la na ponta e assim ter um alcance maior nas filmagens.

A intenção era filmar os golfinhos em baixo da água, já que não era permitido entrar na água com eles. Para falar a verdade, eu nem sabia se iria mesmo encontra-los. Com animais de vida livre é assim, às vezes você da sorte e às vezes não. Mas, por experiência própria eu digo, não tem alegria maior encontrar animais livres, ao invés de ficar visitando esses parques aquáticos, tipo Sea World, que maltratam e aprisionam os animais!!

Meu plano deu mais ou menos certo. Encontramos muitos golfinhos, muitos mesmo. Só que o barco era maior do que eu imaginava. Quando reservei o passeio pela internet pensei que fosse um botinho, já que o passeio era só pela costa. Mas, o barco era grande e meu braço curto demais.

Na primeira tentativa eu não consegui alcançar a água, então continuei filmando de cima. Nas tentativas seguintes eu dei sorte que o barco começou a balançar de um lado para o outro, então eu estiquei o braço deitada no chão do barco e ficava esperando ele virar para o meu lado. Desse jeito a Go Pro entrava e saia da água, entrava e saia. E assim eu consegui algumas cenas deles nadando ao nosso redor!!!!


Pena que não consegui deixar a câmera dentro da água o tempo inteiro, mas fiquei feliz com as poucas cenas deles nadando. E serviu também para aperfeiçoar a brincadeira para as próximas tentativas!! :)

Sunday, December 15, 2013

Perrengue na República Tcheca

Já faz um tempo que não posto algo sobre perrengues, isso porque minhas últimas viagens foram excelentes, mesmo sem muito planejamento. Mas eu sabia que algo estava por vir, não é possível viver viajando sem enfrentar os perrengues. E eu estava certa; dessa vez foi perrengue com a Polícia Tcheca. E já vale como dica aqui para quem planeja viajar para a República Tcheca.

Na cidade de Prachatice, conhecendo o Parque Nacional Sumava, decidimos estudar o mapa e ver quais outras cidades era possível conhecer. Praga estava na lista. Queria conhecer essa cidade tão falada. Então, pegamos estrada novamente.


De carro demora aproximadamente 2 horas e meia e o caminho é muito bonito, por dentro da serra, no meio dos lagos. Mas, claro que acabei dormindo na metade do caminho; eram 7 da manhã e eu sou uma dessas pessoas que não funciona tão cedo assim.


Chegamos e eu estava ansiosa. A primeira coisa que vejo é a famosa Casa Dançante; um prédio de escritórios todo torto, que lembram a forma de duas pessoas dançando. Além de conhecer a cidade, meu principal objetivo era ir à Igreja tirar fotos para minha mãe (um dos lugares que ela mais quer conhecer no mundo).

Achei a cidade bem bonita e o tempo ajudou muito também, estava o maior sol. Só que a minha animação durou pouco. Praga é uma cidade muito movimentada. O trânsito é intenso e achei bem bagunçado (juntando que não entendíamos o que estava escrito nas placas). Ficamos bem louquinhos com isso.






Mas, o principal problema de Praga é não ter lugar para estacionar o carro. Todas as pessoas que eu conheço que já foram para lá, não estavam de carro, por isso faltou informação. O melhor jeito de se locomover por lá, é trem ou ônibus, ou então a pé mesmo.
Só que como eu não sabia de nada ainda, estacionamos o carro na primeira vaga que vimos. Por toda a cidade existem vagas para estacionar, mas somente para moradores de Praga (os carros possuem adesivos especiais).

Conheci a igreja, que é bem bonita, filmei tudo para minha mãe, acendi a velinha e comprei um santinho que ela tanto queria. Tudo isso em 20 minutos, pois eu estava preocupada com o carro. E com razão, porque quando voltei tinha um policial todo armado anotando a placa dos carros. Tentei entrar no carro correndo, pra disfarçar e sair, mas óbvio que não deu certo. O policial já chegou falando “I think you have a problem”.
Meu coração já disparou e meu pensamento foi a mil, imaginando o valor da multa ou até coisa pior, por exemplo, apreender o carro alugado. Ai meu deus!!


Conversa vai, conversa vem.. Pedi desculpa, falei da nossa viagem e por sorte era um policial super simpático. Ele pediu a carteira de motorista e passaporte de quem estava na direção, que era meu namorado, anotou tudo e nos entregou a multa.

Quando perguntei o valor da multa, ele só respondeu “500”. Nesse momento o mundo parou por alguns segundos e eu quase enfartei!!! Eu não tinha levado 500 euros nem para essa viagem inteira de uma semana!!!! Mas, ufa, ele tentou me acalmar “não, não 500 euros.. 500 da moeda tcheca.. 25 euros”. E começou a rir.

Podia parar por aí né, mas não. Entregamos o dinheiro, mas não podia pagar em euros e eu não tinha nem ideia de onde trocar dinheiro. Então, o policial decidiu sair pela cidade entrando nos hotéis perguntando se podiam nos ajudar. Andamos (quer dizer, ele estava com aqueles carrinhos de duas rodas, não sei o nome) para todos os cantos, já estava de tarde e eu não tinha comido o dia inteiro, e o policial querendo andar de lá pra cá (só porque estava parado em duas rodas né), com nosso passaporte na mão.

Comecei a ficar irritada e até pensei em falar para ele que eu estava grávida, com fome e se ele não podia aceitar logo em euros. Mas, não precisou. Finalmente, ele caiu na real, e aceitou os euros!! Deu boa sorte para nossa viagem e disse para tomarmos cuidado dirigindo por Praga (é, poderia ter vindo antes essa recomendação).

E acabou o perrengue da viagem? Não!!!!

Nesse mesmo dia, entramos na estrada para encontrar um lugar calmo para comer. Não passou muito tempo, até entrarmos em uma área que estava sendo cimentada e junto com a neve do dia anterior deixou a pista escorregadia. O carro da frente freou bruscamente em frente a uma lombada, e antes que eu pudesse terminar de falar qualquer coisa, só senti uma batida e um barulhão no nosso carro.

Coloquei a mão no rosto, sem acreditar no que tinha acontecido e a vontade era começar a chorar. No contrato que assinamos ao alugar o carro, estava escrito o valor de 800 euros para qualquer dano (riscos, batidas, manchas no banco e por aí vai). Agora, imagina a complicação que seria fazer um Tcheco pagar tudo isso para o conserto de um carro na Alemanha, alugado por um brasileiro!!

Nessa viagem, o perrengue estava andando de mãos dadas com a nossa sorte. Não fez nenhum arranhão nos dois carros e o cara que bateu parou, perguntou se estava tudo certo e se preocupou com o carro. Ufa de novo!!

Voltamos rindo de tudo e não acreditando nos acontecimentos do dia, mas fomos direto para um hotel, tomar banho e tomar uma cerveja Pilsner para relaxar. Quem viaja tem que se acostumar, mas até os perrengues tem seu lado bom; como por exemplo, a nossa sorte, que nessa viagem ficou evidente que temos de sobra!!!

Friday, December 6, 2013

Parque Nacional Sumava - Conhecendo o interior da República Tcheca

A neve pelo caminho indicava que a madrugada foi gelada, a estrada estava deserta e o tempo fechado. Saímos de uma floresta, e ao que tudo indicava, estávamos perto de outro Parque Nacional, nosso próximo objetivo.

Chegamos à República Tcheca e a mudança na arquitetura das cidades era perceptível. No lado da Alemanha a organização era clássica, já quando atravessamos a fronteira, os primeiros movimentos que encontramos foram lojas na beira da estrada, bem no estilo camelo, vendendo de tudo, inclusive camiseta do Brasil.




A fronteira entre Alemanha e República Tcheca, nada mais é, do que um pedágio abandonado, o qual você atravessa sem precisar falar ou mostrar nada para ninguém.


Em nenhum momento, a viagem deixou a desejar. República Tcheca é o país da simpatia e mesmo em momentos ruins (alguns perrengues que passamos), as gentilezas estavam sempre presentes.
Quando se fala em Rep. Tcheca, todos logo pensam em Praga, mas eu sabia que esse País era muito mais do que só uma movimentada cidade, e decidi ficar hospedada no interior. A única coisa que eu sabia, era que eu queria ficar no meio do Parque Nacional Sumava.

Escolhi aleatoriamente a cidade de Prachatice, para passar uns dias. E não me arrependi. Cidade pequena, calma, quase sem muito movimento e em 5 minutos, já estava dentro da floresta fazendo trilhas. A serra de Sumava apresenta paisagens magníficas, com lagos glaciares, florestas, monumentos históricos e vilarejos que não estão nos mapas.



A Floresta de Sumava, também chamada de floresta Bohemia é uma extensão da Floresta da Bavaria, e juntas formam a maior área florestada de todo continente europeu. Com a natureza bem conservada, é uma floresta que tem muita historia e hoje recebe proteção da UNESCO, como uma reserva bioesférica.
No primeiro dia não saímos da floresta. Encontramos infinitas trilhas, lagos e caminhos por entre as enormes árvores. A vontade era explorar cada cantinho daquele lugar incrível.



Segundo eu li em um jornal no hotel, não é incomum encontrar um lince boreal andando pela região. O nome dele é Milan e ele usa um rádio colar, para os pesquisadores saberem sua localização e entender mais sobre o seu comportamento.

O lince boreal é a outra espécie de lince encontrada na Europa, e ao contrário do lince ibérico, esse não está tão ameaçado de extinção. Mas é extremamente proibida sua caça e é um animal protegido.
Eu não tive a sorte de encontrar o Milan, mas final da tarde consegui ver um lince boreal em uma reserva ecológica, no meio da floresta.

Para quem gosta de lugar calmo, Prachatice é o ideal. Durante a noite é gostoso caminhar pela cidade, com opções de restaurantes, praças e uma igreja no centro, que fica inteira iluminada.

Albergue é sempre minha primeira escolha nas viagens, mas além de eu não ter encontrado um, tive a sorte de encontrar um super hotel, por 20 euros a diária. O Hotel Albatros mais parecia um SPA de férias, com piscina interna, hidro, sauna, quadra de squash, e infinitos tipos de massagens para relaxar. Claro que tinha que pagar a parte, mas os preços eram baixos. Depois de uma semana de trilhas e carregando equipamento pesado, não pensei duas vezes em passar um final de tarde relaxando na hidro e na piscina.




Eu não sabia o que esperar dessa viagem, pois nem planejamento eu fiz. Decidi de última hora conhecer os dois parques nacionais, entre Alemanha e Republica Tcheca, e não tenho nada do que reclamar. O país entrou no topo da minha lista de países mais simpáticos que eu já conheci (acho até que é o primeiro da lista).

Eu recomendo para quem for visitar a Rep. Tcheca, conhecer as cidades de interior, e os vilarejos escondidos. Não se prenda só a Praga. Vale a pena e você vai se surpreender.

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